terça-feira, 19 de março de 2024

O lugar onde habito em mim

Naquele pequeno espaço, a obra seguia seu curso, ganhava feições graças à criatividade de quem ali habitava. Era como se cada pedaço de madeira, cada fio elétrico desencapado, cada pincelada de tinta nas paredes ganhasse vida própria, transformando-se em uma extensão do ser que ali se expressava. Um típico ritual artístico de se botar para fora de si. Se expurgar de si próprio. Desde os tempos de criança, o fazer, o botar a mão na massa, o construir e o inventar eram parte dele, quase um pedaço de seu corpo, uma extensão inorgânica de si.

Recordava-se com carinho dos dias em que desmontava sistemas elétricos de brinquedos, alimentando sua imaginação para criar algo novo, como um robô que habitava apenas nos seus sonhos infantis. O jardim era seu refúgio, onde mergulhava na terra em busca de novas possibilidades, sempre pronto para dar vida a suas ideias.

A criatividade era seu motor, cada objeto ao seu redor era uma tela em branco, pronta para ser preenchida com suas ideias mais mirabolantes. Não havia limites para sua imaginação; ele via oportunidades onde outros viam apenas obstáculos.

E assim seguia sua jornada, um eterno inventor de mundos, moldando seu ambiente de acordo com sua visão singular, porque para ele, criar era mais do que um passatempo; era uma forma de existir, de deixar sua marca no mundo, uma obra de arte em constante evolução, alimentada pela força imparável de sua criatividade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Opine sempre.